Engenharia Informática
Bacharel em Engenharia Informática.
Empreendedor, empresário e investidor angolano, Sílvio Bandeira construiu um percurso de cerca de 23 anos marcado pela persistência, pela aprendizagem e pelo compromisso com as pessoas.
“A minha avó e a minha mãe foram as minhas principais fontes de inspiração.”
Sílvio Bandeira Jr., conhecido pelos mais próximos simplesmente como Sílvio Bandeira, nasceu em Luanda, a 22 de Março de 1990.
Filho de Cecília Bandeira Lopes, cresceu numa família humilde com raízes nos bairros Marçal e Zangado. Viveu junto da mãe e da avó materna, Conceição João Castro, duas figuras determinantes na sua formação pessoal e no despertar do seu espírito empreendedor.
Mais tarde, mudou-se com ambas para o Hoji-ya-Henda. Foi nesse bairro que consolidou aprendizagens, criou amizades e começou a construir o caminho profissional que viria a seguir.
O primeiro contacto com o trabalho surgiu através de Fernando Silva, amigo mais velho que recorda como mestre e por quem mantém profunda gratidão. A convite dele, começou por ajudar na preparação de um pequeno cinema de bairro, limpando o espaço e as cadeiras. Quando o cinema encerrou e deu lugar a um bar, continuou responsável pela higiene do novo estabelecimento, ao lado dos amigos Gelson dos Santos (Gegé), Hilário e Beto (Mister), este último de feliz memória.
Aos 15 anos, iniciou uma nova fase de aprendizagem com Gelson, dedicada à montagem e instalação de antenas parabólicas. Essa experiência transformou o interesse que já nutria pela informática numa verdadeira paixão pelas telecomunicações. Mais tarde, com Fernando Avelino, conhecido como Nando Gordo, deu também os primeiros passos na segurança electrónica.
Em 2009/2010, reuniu essa experiência na sua primeira empresa, a SBLG-Telecomunicações (SG-TEL). Depois do nascimento do filho, a empresa passou a chamar-se VOGAL, numa decisão que procurou também ligá-lo ao projecto como sócio.
Como fundador, Sílvio Bandeira define a visão estratégica da VOGAL, molda a cultura organizacional e procura garantir os recursos necessários para o negócio crescer de forma sustentada.
Bacharel em Engenharia Informática.
Curso técnico-profissional de CFTV pela Televés, em Barcelona, Espanha.
Formação em fundamentos de contabilidade financeira pela ApoGest/Equilíbrio.
Curso básico de comunicação móvel em São Francisco, Califórnia, Estados Unidos.
Para Sílvio Bandeira, a visão de uma empresa que quer crescer deve ser clara, inspiradora e orientada para o futuro. É essa visão que funciona como uma bússola, dando coerência às decisões estratégicas e alinhando toda a organização em torno do caminho a seguir.
O líder deve olhar para além da operação diária, antecipar tendências, reconhecer oportunidades e identificar potenciais ameaças antes da concorrência. Crescer exige desenhar cenários futuros e transformar metas ambiciosas em planos estruturados e alcançáveis.
Em vez de actuar apenas como um “bombeiro” que resolve urgências, o líder deve pensar como um engenheiro de sistemas: criar processos escaláveis e fluxos de trabalho claros, capazes de acompanhar o aumento do número de clientes.
A abertura à inovação e a tecnologias como a Inteligência Artificial permite reduzir custos, melhorar processos e aumentar a produtividade.
Uma empresa não cresce quando todas as decisões dependem de uma única pessoa. O líder deve formar novos líderes, preparar profissionais para assumirem responsabilidades e delegar com clareza, prazos definidos, autonomia e confiança.
O crescimento do negócio reflecte o crescimento da equipa. Uma liderança humana promove mérito e reconhecimento, valoriza os acertos em público, corrige as falhas em privado e cria segurança psicológica para aprender, contribuir e inovar sem medo.
O crescimento precisa de uma razão clara. Cabe ao líder comunicar o valor que a organização entrega e a imagem do futuro que pretende construir a médio e longo prazo. Quando a equipa compreende e partilha esse propósito, o esforço individual transforma-se em força colectiva.
Das primeiras responsabilidades num pequeno negócio de bairro à criação de uma empresa tecnológica angolana.
Começou por ajudar na preparação e limpeza de um pequeno cinema e, depois, do bar que ocupou o mesmo espaço, aprendendo desde cedo o valor da responsabilidade.
Na Maianga, no computador do primo mais velho e homónimo, Samuel Miranda (Sami), descobriu os primeiros jogos e aprendeu as duas teclas que deram início à sua curiosidade pelo mundo da informática.
Com Gelson dos Santos, aprendeu a montar e instalar antenas parabólicas. Foi nesse período que nasceu a paixão pelas telecomunicações.
Na casa do amigo de infância Fábio dos Santos (Novito), enfrentou com nervosismo a primeira intervenção numa antena parabólica. Quando conseguiu resolver o problema, os amigos celebraram erguendo-o ao ar — um momento que permanece como um dos marcos mais fortes do seu percurso.
Ao lado de Fernando Avelino, aprofundou conhecimentos e começou a trabalhar no universo da segurança electrónica.
Criou a SBLG-Telecomunicações (SG-TEL), base do projecto empresarial que, mais tarde, viria a assumir o nome VOGAL.